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Caso Uilma. Repórter vai a Polícia. Intimidado na porta de casa

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O ex-presidente da Câmara Municipal de Timon, Maranhão, vereador Uilma Resende, foi denunciado na Polícia, acusado de ir a residência do repórter Marcelo Luís e o intimidar, por volta das 9h30 desta quarta-feira (27.12.2023), em razão do trabalho profissional do repórter que cobrou de Uilma Resende a origem de uma nota fiscal supostamente fabricada horas depois do parlamentar ter sido notificado pelo Ministério Público Estadual para explicar sobre uma suposta pintura em paredes da Câmara, que teria custado R$ 148 mil, pago supostamente sem a emissão de nota fiscal.

VÍDEO. Marcelo Luís

Neste segundo capítulo do escândalo, cuja investigação se encaminha para o desfecho de uma verdadeira organização criminosa, Uilma, teria parado o seu carro, quase em frente a residência do repórter, baixado o vidro e dito: “agora sei onde é a tua casa; tu vai me pagar. Te achei”.

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Marcelo retornava de uma mercearia, na esquina de casa, havia ido comprar lanches para dois amigos que estavam sentados em frente a sua residência e testemunharam o vereador dirigir seu Corolla, de cor branca e abordar o repórter.

Boletim de Ocorrência

ENTENDA O CASO

Baseado em denúncia do jornalista Thiago Barros, o Ministério Público do Estado do Maranhão abriu investigação para apurar suposto crime de corrupção no caso da pintura do prédio da Câmara de Timon que teria custado R$ 148 mil aos cofres públicos, supostamente, sem a emissão de nota fiscal, no ano de 2022, no final da gestão de Uilma Resende. Nesta segunda-feira (11.12.2023), Thiago foi a Câmara pedir explicações ao ex-presidente da casa, vereador Uilma, para ele dizer como conseguiu uma nota fiscal um dia depois dele ter sido notificado pelo Ministério Público.

VÍDEO. O jornalista Thiago Barros

“Estou aqui porque o vereador debochou da minha pessoa em um vídeo que gravou para o Chumbo Grosso e repercutiu nas redes sociais. Agora eu quero saber de onde veio essa nota fiscal que até o valor é diferente do contratado. Fui atrás do endereço da empresa, em Caxias, e lá ela não existia. Busquei também um endereço dado em Teresina e também não existe”, disse Thiago Barros.

Diante dos fatos, Thiago Barros registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil do Maranhão pedindo para as inconsistências da nota serem investigadas. “E se a Câmara Municipal de Timon não abrir também um processo de investigação estará prevaricando. Fiz oficio e estou aqui apresentando detalhes dos indícios de um verdadeiro crime organizado”, disse.

A nota fiscal teria sido emitida fora das conformidades previstas no contrato para execução da obra. “No mais, isso é claro demais, como é que quatro anos antes a pintura do mesmo prédio custou R$ 29.317,38, saltando para o valor de R$148 mil em um ano de pré campanha eleitoral”.

INCONSISTÊNCIA DA NOTA

1 – A nota fiscal apresentada por Uilma a Chumbo Grosso não existe (segundo Thiago Barro) na prestação de contas na Câmara Municipal, nem no TCE (a polícia vai investigar o caso).

2 – A nota (segundo Thiago Barros) surgiu 24 horas após Uilma ter sido notificado pelo MP-MA.

3 – O valor da nota é R$ 148.500,50 (mesmo valor do contrato), enquanto o valor do empenho é R$ 148.500,00, portanto R$ 0,50. Thiago observa que quem fez a nota tinha apenas a informação do contrato e, possivelmente, não teve acesso ao empenho (o empenho fica na unidade pagadora – a Câmara).

O vereador Uilma Resende ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O espaço para a versão dele está aberto no Portal walcyvieira.com.

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Foto: Rede Social de Uilma Resende

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