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Piauí em guerra contra o cigarro, um bicho ‘fedorento’ e assassino

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A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) já distribuiu mais de 103 mil medicamentos para enfrentamento e combate ao tabagismo em 2023. A ação faz parte do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que visa reduzir o número de usuários de tabaco e de dependentes de nicotina, bem como diminuir a mortalidade relacionada ao consumo dessas substâncias.

Além de medicamentos, o programa vinculado ao Instituto Nacional de Câncer (Inca) também realizou a capacitação de 544 profissionais para atuar no atendimento da população que busca pelo serviço. De acordo com Leila Santos, superintendente de atenção primária à saúde da Sesapi, os números mostram o compromisso da gestão no combate do tabagismo.

“Hoje temos 167 municípios participando do programa dentro do nosso estado, com equipes capacitadas a darem o acompanhamento necessário à população prestando todo o protocolo clínico adequado. Pedimos também para que a população que queira participar dos trabalhos de controle ao tabagismo entre em contato com o seu município e busquem o serviço”, disse a superintendente.

Na última terça-feira (13), o Ministério da Saúde institucionalizou a presença do PNCT dentro do Sistema Unico de Saúde (SUS). Luciana Sena, coordenadora do programa de enfrentamento ao tabagismo na Sesapi, afirmou que a novidade representa um avanço no fortalecimento das ações e reforçou a importância da parceria com os municípios para a efetivação das atividades desenvolvidas pelo programa.

“Queremos que os municípios continuem com o trabalho de qualidade que já vem sendo feito. Para aqueles que querem entrar nos trabalhos do programa, basta procurar a Sesapi que daremos todas as orientações para que o município participe”, ressaltou a coordenadora.

O tabagismo está relacionado a doenças como diabetes, hipertensão, AVC, infarto, doenças respiratórias, câncer, tuberculose, impotência e infertilidade. Considerada uma droga bastante danosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína e álcool, com uma diferença: leva entre 7 a 19 segundos para chegar ao cérebro. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores com o tempo.

Pelo SUS são oferecidos tratamentos integrais e gratuitos às pessoas que desejam parar de fumar, por meio de medicamentos, como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona, além do acompanhamento médico necessário para cada caso.

Benefícios ao parar de fumar

Parar de fumar vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro. A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar. Veja o que acontece parando de fumar agora:

– Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;
– Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue;
– Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
– Entre 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor;
– Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida;
– Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora;
– Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade;
– Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Fonte: Ascom / Repórter: João Rocha

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