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Escândalo no Alaríco Pacheco, em Timon. ‘Você veio se tratar indicada por quem?’

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A direção do Hospital Regional Alaríco Nunes Pacheco, da rede pública estadual, situado na cidade de Timon (a 432 quilômetros de São Luís), deverá ser investigada pelo Ministério Público, acusada de selecionar, politicamente, os pacientes a serem atendidos. Estaria existindo uma verdadeira “caixa preta” na triagem para atendimento de doentes.

– “A senhora veio aqui indicada por quem?”.

A pergunta, na sala de triagem do hospital, inclusive, gravada por alguns pacientes, expõe a ideia de seleção política para o encaminhamento médico e acaba deixando fora de atendimento doentes timonenses que não votaram de acordo com a vontade do grupo que administra a casa de saúde.

Pior: a reportagem do Jornalismo Investigativo do Portal walcyvieira.com teve acesso a relação de atendimentos no Alaríco Pacheco e descobriu que, coincidentemente, pessoas de 46 municípios, dentre elas de Barra do Corda, Bacabal, Chapadinha, Centro do Guilherme e até de Caxias, onde também existe hospital regional, são atendas no Alarico, em detrimento de uma demanda reprimida de pacientes do município de Timon.

O Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, de acordo com a organização da Secretaria de Saúde do Maranhão, deve atender aos municípios de Timon, Matões, Parnarama e São Francisco.

A diretora geral do hospital Ana Patrícia foi indicada pelo deputado Rafael Leitoa e é esposa do vereador Uilma Resende, vice líder da oposição no município.

O Portal walcyvieira.com tem gravações de doentes feitas na triagem do hospital e divulga, com exclusividade, a relação dos atendimentos de janeiro de 2022 a fevereiro de 2023.

REPERCUSSÃO NA CÂMARA

Indignada com a situação, a vereadora Da Luz do Sete Estrelas (PT – foto acima), disse, em plenário, que a situação é extremamente vergonhosa e pediu respeito aos timonenses que precisam de atendimento médico.

O vereador Juarez Moraes também ficou estarrecido e usou a tribuna para repudiar a situação vexatória.

Por ser gerida por uma administração que não faz parte do grupo político que administra Timon, a direção do hospital estaria deixando de comunicar os atendimentos ao município.

GOVERNO DO MARANHÃO

Até o fechamento da edição, a direção do hospital, nem os aliados do Governo do Estado, haviam se manifestado sobre o episódio.

MINISTÉRIO PÚBLICO

O caso deverá ser levado ao Ministério Público para adoção das medidas cabíveis.

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