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Piauí exportou 7 mil toneladas de mel em 2022

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A cadeia produtiva do mel, uma das mais organizadas do Piauí, em 2022 exportou 7 mil toneladas de mel e faturou US$ 26 milhões, assumindo a liderança entre todos os estados do Brasil. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Nos últimos 18 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 1994 a 2021, a produção de mel no estado cresceu mais de 100 vezes.

A secretária de Agricultura Familiar do Piauí, Rejane Tavares, defende que a entrada do produto no mercado internacional foi um indutor do crescimento da cadeia produtiva. “Sabe-se que para atingir o mercado internacional, exige-se padronização na produção, qualidade e origem certificada. Com a garantia de mercado estabelecida, todas essas exigências foram aplicadas desde a base da cadeia produtiva até a saída logística adaptada”, argumenta a secretária.

O Governo do Estado tem atuado para fortalecer a cadeia produtiva.  Com investimentos da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), com o projeto de apitoxina, no valor de R$ 232.641,55, a Cooperativa de Desenvolvimento do Vale do Rio Piracuruca (Codevarp), localizada na zona rural de Piracuruca, recebeu o Selo de Inspeção Federal (SIF), em abril de 2022. Com a certificação, a cooperativa amplia a possibilidade de novos negócios e de fomento da cadeia produtiva do mel, com a geração de mais emprego e renda no Estado.

Os municípios de Oeiras, Picos e Simplício Mendes se destacam na produção do mel, sendo Oeiras o principal polo exportador, com cerca de 4.500 toneladas que movimentaram cerca de R$ 89 milhões.

Picos ocupa o segundo lugar, tendo exportado em 2022 cerca de 1.800 toneladas de mel, acumulando um valor de quase R$ 36 milhões em vendas. Em terceiro fica o entreposto de Simplício Mendes que vendeu cerca de 130 mil quilos de mel para o exterior, movimentando, aproximadamente, R$ 2,5 milhões.

O IBGE também aponta que mais de 100 municípios do estado produzem o composto e muitos deles estão nas regiões mais pobres do estado. Entre as 50 cidades que mais produziram mel no ano de 2021, 38 estão nos territórios de desenvolvimento mais pobres do estado. Municípios como Pimenteiras e Lagoa do Sítio no Vale do Sambito e Conceição de Canindé, Simplício Mendes e São Francisco de Assis no Vale do Canindé.

De acordo com a secretária Rejane Tavares, a organização produtiva do mel serve de modelo para outros segmentos. “A Secretaria da Agricultura Familiar pretende ser o grande aglutinador para replicar o modelo da cadeia de valor do mel para outras cadeias prioritárias do estado como caprinocultura, fruticultura, psicultura, cajucultura e extrativismo vegetal”, descreve Tavares.

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