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Polícia

Guerra do tráfico pode ter matado por engano mãe e filho queimados

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A Polícia Civil do Maranhão do Maranhão já tem evidências de que o ataque criminoso que matou uma mulher grávida e uma criança queimados fora praticado em disputa de território do tráfico de drogas. O caso foi registrado na noite de sexta-feira (10/07/2026), no município de São João Batista, na Baixada Maranhense, na localidade Olho d’Água dos Bodes.

As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos de idade. A Polícia Militar informou que foi acionada por volta das 23h30, após o Hospital Municipal comunicar um incêndio em uma residência onde havia a informação de que uma gestante e uma criança poderiam estar no interior do imóvel. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a casa completamente destruída pelas chamas e localizaram os dois corpos carbonizados.

As primeiras investigações apontam que um grupo de aproximadamente 15 homens armados invadiu o povoado e atacou três imóveis pertencentes à mesma família. Segundo relatos de moradores, apenas uma das residências estava ocupada no momento da ação. Os criminosos teriam arrombado o imóvel, efetuado diversos disparos de arma de fogo, roubado objetos, incluindo aparelhos de televisão, e, em seguida, incendiado a casa antes de fugir a pé.

Durante a perícia inicial, policiais encontraram cerca de 100 estojos de munições deflagradas de diferentes calibres, entre eles 9 milímetros, .38, .40 e calibre 12, indicando que várias armas foram utilizadas no ataque. O material foi recolhido e será analisado pela Polícia Civil para auxiliar na identificação dos autores.

O companheiro de Samira e pai da criança, identificado como Josef Abreu Santos, seria o principal alvo dos criminosos. Familiares relataram aos investigadores que ele havia sido visto na residência pouco antes da invasão, mas seu paradeiro ainda é desconhecido.

De acordo com informações da polícia, moradores afirmaram que Samira frequentava uma igreja evangélica e não possuía qualquer envolvimento conhecido com organizações criminosas. Já o companheiro dela teria suposta ligação com uma facção criminosa. A principal linha investigativa considera a possibilidade de o ataque ter sido motivado por uma disputa de território entre grupos rivais.

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