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Polícia

PERÍCIA CONSTATA: mau atendimento no Hospital Estadual Alarico Pacheco provoca a morte de bebê

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Uma perícia médica judicial, assinada pela doutora Bernadete de Lourdes Queiroz Brito, constatou que negligência no Hospital Alarico Pacheco, em Timon, no Maranhão, provocou a morte fetal de uma criança, filha de Sara Késsia Flor de Lica, 23 anos, que, durante 16 dias procurou por cinco vezes o hospital e só foi internada quando era tarde demais. A criança nasceu sem vida.

Com base em documentos do próprio Alarico Pacheco, a perícia constatou que Sara procurou o hospital por cinco vezes, no período de 04/10/2025 a 20/10/2025, deveria ter sido internada, pois estava com Descolamento Prematuro de Placenta. Caso a internação foi efetivada, com os protocolos médicos adotados, a criança teria sido salva.

A perícia relata que Sara, quando procurou o Alarico Pacheco, apresentava as seguintes queixas: 04/10/2025 “lombalgia + contração”, ardor ao urinar, sem sangramento ou perda de liquido, movimentos fetais diminuídos. Nove dias após, em 13/10/2025, retornou com contrações e dor em baixo ventre e sem sangramento, movimentos fetais presentes. Quatro dias após o atendimento anterior, em 17/10/2025 (09h31min), queixa de sangramento transvaginal moderado e cólicas leve. Na mesma data, ás 16h:53, retorna com queixa de sangramento transvaginal “pela manhã”. Ao exame físico, movimentos fetais presentes e diminuídos e sangramento vaginal leve. Em 20/10/2025, três dias após os dois últimos atendimentos em 17/10/2026, a paciente apresentava sangramento transvaginal moderado a intenso e redução dos movimentos fetais e dor moderada.

Na conclusão da perícia, a médica Bernadete concluiu que Sara estava com Descolamento Prematuro de Placenta, nos dois atendimentos realizados no dia 17/10/2025, sendo imprescindível a internação imediata da paciente e, instituir os protocolos médicos e assim evitar a morte do feto. No entanto, a paciente foi mandada para casa.

A perícia médica judicial foi realizada por solicitação do promotor de Justiça Eduardo Borges Oliveira que deverá denunciar os responsáveis à Justiça.

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