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Polícia

Secretário de Segurança vai a ‘rega bofe’ 3 horas após assassinato de delegado que combatia o PCC

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Fotos flagrante, mostram o secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, participando de um jantar e “rega bofe, com empresários na residência de Rafael Furlanetti (foto acima), diretor institucional da XP, exatamente três horas após o assassinato do delegado da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Pontes, um dos principais combatentes do PCC.

Nem mesmo a repercussão estrondosa do bárbaro assassinato, tirou o secretário de Segurança do “rega bofe”, que contou, além de empresários, com a presença do deputado Mendonça Filho (do União Brasil, de Pernambuco).

Durante o jantar, regado a bebidas finas, Guilherme Derrite chegou a atender várias ligações telefônicas e se ausentou da mesa por minutos com telefone no ouvido, mas, sequer, comentou do assassinato do delegado ocorrido às 18h. O jantar acontecia depois das 20h.

O assassinato

Ruy Pontes já havia ocupado o cargo de Delegado Geral de São Paulo. Foi exatamente quando decretou linha dura contra o crime, principalmente contra o grupo criminoso PCC.

Atualmente, Ruy estava afastado da função policial, exatamente por ter sido nomeado secretário municipal de Administração de Praia Grande, no litoral paulista.

Às 18h de sexta-feira (15/09/2025), Ruy foi seguido por homens em um veículo e morto à tiros. O crime está sendo atribuído a integrantes do PCC, que teriam agido em retaliação as ações de combate ao crime desempenhadas pelo delegado.

Sindicato critica o Governo Tarcísio

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) não poupa críticas ao governo de Tarcísio de Freitas: “A ação que resultou na execução de Ruy Ferraz Fontes, o qual, há poucos anos, ocupou o cargo de comando máximo da Polícia Civil bandeirante, escancara a forma como o Governo do Estado de São Paulo cuida de seus policiais mais dedicados, ao mesmo tempo em que torna gritante a necessidade de a Polícia Civil ser melhor tratada, com efetiva valorização de seus profissionais, mais contratações e aumento nos investimentos em estrutura física e de materiais”, diz uma nota oficial do sindicato.

Em outro trecho, os delegados dizem acreditar que “o homicídio do ex-delegado-geral, da forma como ocorreu, revela-se uma grande afronta às Forças de Segurança, à máquina pública e ao Estado de São Paulo, não podendo ficar de maneira alguma impune, sob pena de que todo o sistema de Segurança Pública caia em descrédito”.

A nota dos delegados diz ainda que “o Governo do Estado permite que a instituição se enfraqueça, como São Paulo tem feito nas últimas décadas, o crime organizado, inevitavelmente, ganhará espaço”.

Até o fechamento da reportagem o secretário de Segurança de São Paulo não havia apresentado suas explicações sobre a razão de ter mantido a agenda social, mesmo após o assassinato bárbaro de um combatente do crime. O espaço está aberto no Portal Walcy Vieira. WhatsApp da Redação Central: (61) 99662 0191.

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