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Polícia

Óia aí, já acharam a empresária que ficou famosa ao matar onça ao vivo no PI

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“Graças ao trabalho de inteligência do Ibama, auxiliado por informações que chegaram ao órgão por meio do FalaBR e outros canais, a mulher que atirou na onça-parda, conforme vídeo que circula nas redes sociais, já foi identificada e localizada.

As multas cabíveis ao caso estão sendo aplicadas, assim como haverá a devida responsabilidade criminal. Serão responsabilizados todos que participaram desse terrível crime, cujas imagens chocam e, por isso, não serão reproduzidas aqui.

Assista o vídeo gravado com o agente ambiental do Ibama, Bruno Campos, explicando os crimes cometidos e as penas cabíveis. Reforço que o valor das multas e as penas previstas nos crimes cometidos são definidos por lei e não pelo órgão ambiental.

Que a comoção causada por esse caso possa impedir que mais animais – silvestres ou domésticos – sofram como essa onça-parda e os cachorros envolvidos sofreram”.

Para denúncias, ligue:
FalaBR – (61) 2020-5113
Linha Verde do Ibama: 0800 061 8080.
Polícia Militar: 190

Texto: Marina Silva – Ministra do Meio Ambiente

 O CASO

A mulher que matou uma onça-parda acompanhada de quatro cachorros tem 32 anos e mora no Rio de Janeiro. A coluna apurou que se trata de Eula Pereira da Silva. Ela é quem cometeu o crime que chocou o Brasil em Alto Longá, município a 80 km da capital do Piauí.

VÍDEO. Só veja se tiver sangue frio

Eula aparece em um vídeo caçando o animal em uma área de caatinga. A cena viralizou nas redes sociais. A mulher foi identificada e localizada na semana passada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mas seu nome, até então, não havia sido divulgado. Ela foi multada em R$ 20 mil.

O Ibama aplicou três autos de infração contra ela:

  • 1.Praticar ato de abuso, ferindo uma onça-parda (Puma concolor) em atividade de caça irregular – R$ 3 mil
  • 2.Caçar uma onça-parda (Puma concolor), sem autorização do órgão ambiental competente – R$ 5 mil
  • 3.Praticar ato de maus-tratos a quatro cachorros utilizados na atividade de caça de onça – R$12 mil

Eula não estava sozinha. De visita ao Piauí, ela saiu no dia 16 de dezembro para caçar com o pai e a irmã, que moram em Alto Longá.

A irmã de Eula, identificada como Heliude Pereira da Silva, de 27 anos, foi quem fez as filmagens. Já o pai, Manoel Pereira da Silva, 73 anos, é o senhor que aparece nas imagens desferindo pauladas na onça e nos cachorros que usaram para caçar o felino. Os dois também foram multados pelo Ibama, cada um, em R$ 20 mil. Eles responderão pelos mesmos crimes que Eula.

O rifle usado para atirar no animal foi confiscado, e os quatro cachorros – usados para a caça do felino – também foram apreendidos e levados para adoção.

Mulher já recebeu Bolsa Família

Eula Pereira da Silva é microempreendedora individual (MEI) e trabalha com atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ela já foi beneficiária do Auxílio Brasil e do Bolsa Família. Já a irmã, de 27 anos, recebeu o Novo Bolsa Família ao longo de 2024, no valor de R$ 600 mensais.

O que diz a família sobre caça de onça-parda

Heliude admitiu que foi a responsável por fazer a filmagem e que mora com o pai, de 73 anos, no interior do Piauí. Ela informou que não irá se pronunciar, e que os advogados da família estão cuidando do caso. “Mais para frente vocês saberão toda a verdade”, afirmou, sem dar detalhes.

Maldade. Covardia. Criminosa. Essas foram algumas palavras que milhares de usuários das redes sociais usaram para descrever a cena da caça, que viralizou no início da semana passada. As imagens são fortes, violentas e assustadoras.

Após ser baleada por Eula, o felino cai ferido de uma árvore e é atacado por outros quatro cães. Enquanto tenta se defender dos cachorros, a onça recebe várias pauladas desferidas pelo pai de Eula. O animal não resiste e morre no local. O vídeo mostra a mulher pulando de alegria em direção à câmera e comemorando a morte do animal.

O caso teve ampla repercussão e mobilizou o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente das Mudanças Climáticas (MMA) para identificar, localizar e multar os envolvidos.

A ministra Marina Silva usou as redes sociais (texto acima) para dizer que “serão responsabilizados todos que participaram desse terrível crime, cujas imagens chocam”.

“Que a comoção causada por esse caso possa impedir que mais animais – silvestres ou domésticos – sofram como essa onça-parda e os cachorros envolvidos sofreram”, completou a ministra.

Legislação ambiental

A morte da onça no interior no Piauí levantou também um debate nas redes sociais sobre a fragilidade da legislação ambiental. Ibama e o MMA tiveram que agir rápido ao explicar que os valores das multas e a aplicação das penas não são definidos pelos respectivos órgãos, mas, sim, definidos em lei.

O Ibama lembrou ainda que quem mata um animal silvestre, como a onça, não responde à mesma penalidade de quem mata um animal doméstico, ou seja, o crime de quem mata um animal silvestre, segundo a legislação, é de menor potencial.

A ministra Marina Silva publicou um vídeo em que o agente ambiental do Ibama Bruno Campos explica os crimes cometidos e as penas cabíveis aos responsáveis. “Reforço que o valor das multas e as penas previstas nos crimes cometidos são definidos por lei e não pelo órgão ambiental”, enfatizou Marina Silva.

Repórter: Manuel Marçal / Metrópolis

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